MPL falta à reunião para discutir protestos em São Paulo
Por Redação Publicado 14 de janeiro de 2016 às 13:04

Secretário diz que PM definirá o trajeto de manifestações marcadas para hoje

SÃO PAULO – O Movimento Passe Livre ( MPL) não compareceu a uma reunião convocada na manhã desta quinta-feira para dialogar com a Secretaria da Segurança Pública e com o Ministério Público sobre a organização de protestos em São Paulo. Hoje, a partir das 17h, a organização promoverá dois atos na cidade, um no centro e outro na Zona Oeste, e não comunicou às autoridades o trajeto que adotará.

A reunião, marcada para as 10h, seria para debater o “exercício do direito de livre manifestação e o direito à livre circulação nas vias públicas”. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, lamentou ausência do grupo ao encontro. Ele disse que será a Polícia Militar quem definirá o trajeto das marchas desta quinta-feira.

— Texto constitucional é inegociável — disse Moraes, numa referência ao artigo 5º da Constituição, que determina o aviso prévio às autoridades sobre manifestações — Há liberdade de manifestação desde com comunicação prévia as autoridades.

O secretário de Segurança voltou a defender a ação da PM no ato da última terça-feira, quando os policiais utilizaram bombas para evitar que os manifestantes marchassem pela Avenida Rebouças. Duas pessoas que participaram do protesto permanecem detidas.

Moraes disse que só os protestos do MPL terminam em confusão e acusou o movimento de ser conivente com Black Blocs.

Fonte: O globo

Notícias O Estado pode ser ressarcido pelos gastos com trotes aos serviços de emergência, que envolvem remoções, resgates, combates a incêndios e ocorrências policiais. É o que defende o projeto do deputado Cabo Almi (PT), que foi apresentado na Assembleia. Veja Mais › Prefeitura pode remanejar servidor ou chamar aprovados, sugere juiz › Decisão de romper convênios é forma de estancar sangria nos cofres, diz juiz A proposta ainda prevê que esta cobrança (ressarcimento) será feita via fatura do serviço telefônico, que originou a chamada e o trote aos serviços de emergência. O valor desta reparação pode começar por 50 uferms, que equivalem a R$ 1.219,00. Se houver reincidência nesta atitude, pode ter que pagar o dobro. Caberá aos órgãos e as instituições públicas que realizam estes serviços de emergência, divulgarem as tabelas de consumo, com cada etapa das rotinas de atividades, descrevendo os custos de triagem das chamadas, assim como os deslocamentos das equipes. O autor do projeto diz que a intenção é diminuir o número de trotes recebidos pelos serviços públicos, com o ressarcimento dos gastos. “Estes trotes desviam recursos e esforços financeiros e humanos dos responsáveis pela segurança pública”, justificou. A matéria foi encaminhada para as comissões permanentes, para depois ser apreciada em duas votações no plenário da Assembleia. Os deputados devem avaliar a legalidade e o mérito da proposta. Caso seja aprovada, segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).