Prédio da Justiça espera 3 mil pessoas e turbina desafio de vaga no Centro
Por Redação Publicado 7 de dezembro de 2016 às 17:49

Com gastos de R$ 10 milhões em reforma e expectativa de público diário de 3 mil pessoas, o Centro Integrado de Justiça em Campo Grande abre as portas amanhã e traz mais um desafio para a tumultuada região central: onde estacionar?

Localizado nas confluência das ruas 26 de Agosto, 7 de Setembro e avenida Calógeras, o imóvel fica a uma quadra do Mercadão Municipal de Camelódromo, ponto tradicional do estrangulamento do trânsito.

O centro integrado tem 277 vagas de estacionamento para carro e 82 motocicletas. Entretanto, as vagas, distribuídas no subterrâneo e no terraço, serão apenas para os servidores. Somente a Justiça terá 600 funcionários. Mas o local ainda terá funcionários de outros setores, como da Defensoria Pública e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

“Conseguir vaga aqui é impossível. Tem que dar duas, três voltas. As pessoas perguntam se tem estacionamento”, conta Paulo Roberto Barbosa, 36 anos. Ele é técnico em prótese dentária e trabalha em uma clínica na rua 7 de Setembro. Como as ruas próximas têm parquímetro, Paulo relata que a pequena Travessa Lídia Baís é a via mais concorrida para deixar os veículos.

No entorno, os comerciantes acreditam que o aumento na circulação de potenciais clientes compensa as dificuldades do trânsito. “Por enquanto, tem vaga ainda. Mas acredito que vai ser impossível. Vai dar uma repaginada na região. Vai ser bom para a gente. Bom para o comércio. Espero ansioso a abertura”, afirma o comerciante Bruno Dantas. Há dois meses ele é dono de uma loja da franquia Dr Shape, localizada na 7 de Setembro.

Para Polyana Bozzano, a falta de vagas inspirou uma mudança profissional. Ela trocou um trabalho administrativo para comandar um estacionamento.

“Aqui era uma loja de ração. Eu era cliente da loja e tive a ideia”, diz. O novo estacionamento funciona há três semanas. As 15 vagas são em sistema rotativo, com preço de R$ 5 a hora para carros. “O foco é nos visitantes [ do novo prédio da Justiça]. Porque para quem trabalha compensa mais ser mensalista”, afirma Polyanna.

Na quadra onde será inaugurado o centro integrado, já existe há uma década o estacionamento Atlântida Park. “São 47 vagas. Mas a maioria é do pessoal do INSS, que é mensalista”, afirma o funcionário Antônio Paliota. O prédio da Justiça fica ao lado de imóvel do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Vai de ônibus – O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) informa que deu prioridade à área central porque a maioria do público utiliza o transporte público. De acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, “o serviço de Juizado Especial agora está no centro da cidade, servido por linhas de ônibus e no coração do comércio local, assim, quem usufrui desse serviço de até 40 salários mínimos, tem acesso sem necessariamente vir de carro, mas o prédio tem 277 vagas”.

A região não teve alterações viárias recentes, conforme relato de quem trabalha no Centro. Nem mesmo o semáforo para pedestre, no cruzamento da 26 de Agosto com a Calógera, funciona. O trânsito é atribuição da prefeitura. A reportagem solicitou informações ao Poder Executivo sobre a realização ou previsão de obra nas imediações.

Preparativos – Com entrada na avenida Calógeras e na rua 7 de Setembro, o centro integrado abre as portas às 9h de amanhã. Nesta quarta-feira (dia 7), o imóvel recebia pintura externa, limpeza, manutenção na escada rolante e finalização de serviços.

Ainda de acordo com o tribunal, o valor total da reforma e adaptações do imóvel foi de cerca de R$ 10 milhões. São 19 salas de audiências, duas salas de palestras, 21 salas de conciliação, três para a Defensoria, três para o Núcleo de Solução de Conflitos e de 220 lugares na sala de espera.

O centro integrado vai suceder o Shopping 26 de Agosto, que funcionou no imóvel entre 2011 e 2013. O local foi desapropriado pelo governo do Estado em dezembro de 2013. Foi paga indenização de R$ 38,8 milhões. À época, foram dispensados endereços com valor mais em conta, entre R$ 21 milhões e R$ 24,5 milhões.

Fonte: Campo Grande News

Economia Ministros do Tribunal Superior Eleitoral discutem conceder mais prazo para as defesas da ação Dilma-Temer se manifestarem no processo. Se eles acatarem as chamadas preliminares dos advogados, o julgamento- que começará na semana que vem- pode ser suspenso. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deve marcar o julgamento para o começo da semana que vem. Antes do ministro Herman Benjamin entrar no mérito do seu voto (cassa ou não), ele começa pelas preliminares. As preliminares são contestações e circunstâncias levantadas pelas partes do processo. A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu, antes das alegações finais, que o relator concedesse mais prazo para que eles pudessem analisar documentos sobre a Lava Jato que haviam sido anexados ao processo. Eles queriam cinco dias, mas Benjamin concedeu 48 horas. Segundo ministros ouvidos pelo blog, a corte pode decidir durante o julgamento na semana que vem conceder os cinco dias às defesas. São cinco dias corridos. Se isso ocorrer, o julgamento que deve começar na semana que vem será suspenso e os advogados são intimados. Depois dos cinco dias, as defesas apresentam novas alegações finais e o julgamento já pode ser pautado novamente. O julgamento poderia ser pautado novamente na semana da Páscoa. Na quarta-feira, porém, o feriado no Judiciário começa na quarta-feira. Além disso, o ministro Gilmar Mendes estará no exterior. Neste cenário, o ministro Henrique Neves não participa do julgamento. O mandato de Neves acaba dia 16 de abril. Na semana seguinte à da Páscoa, o ministro Gilmar Mendes participará de um evento no exterior, que começa dia 18 de abril em Portugal. Depois, ele acompanha no domingo dia 23 de abril eleições presidenciais na França. Sua previsão de volta é a última semana de abril. Nas contas de integrantes da corte, o julgamento só deve ter nova data a partir da última semana de abril.