Dólar vira e passa a cair após chegar a R$ 3,16
Por Redação Publicado 10 de março de 2015 às 12:07

Na segunda-feira, moeda fechou em alta e ultrapassou os R$ 3,12.
Na semana passada, o dólar subiu 7,02%, maior alta desde 2008.

Depois um início de negócios com forte alta, o dólar passou a operar em queda no final da manhã desta terça-feira (10). Por volta das 11h50, a moeda era vendida a R$ 3,1177, em baixa de 0,383%.

Mais cedo, a cotação da moeda chegou a R$ 3,162.

A cena política continua dominando os negócios, com investidores preocupados diante da resistência à presidente Dilma Rousseff e o escândalo em torno da Petrobras, que podem gerar ainda mais obstáculos para o ajuste fiscal promovido pela equipe econômica.

“O dólar vem subindo com força e quem precisa vender não sabe se entra agora ou mais tarde. Por isso, é normal o câmbio dar alguns respiros, embora a tendência ainda seja definitivamente de alta”, disse à Reuters o operador da corretora Walpires José Carlos Amado.

Para o economista da consultoria Tendências Silvio Campos Neto, “os investidores vão ficar muito cautelosos com ativos domésticos e preparados para assumir posições defensivas de olho em todos os sinais que saiam nos próximos dias”.

Campos Neto avaliou que é muito difícil falar nesse momento sobre um teto para a moeda norte-americana, “num momento como esse de muita incerteza e fatores locais e externos puxando para o mesmo lado”.

Véspera
Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 2,39%, a R$ 3,1297., no maior valor valor desde 22 de junho de 2004, quando o dólar fechou a R$ 3,1341, segundo dados do Banco Central. Na máxima do dia nesta segunda, o dólar atingiu R$ 3,1331, segundo a Reuters. No ano, o dólar acumula alta de 17,72%.

‘Panelaço’
No domingo, durante a transmissão pela TV de discurso em que defendeu que o ajuste econômico vai durar o tempo que for necessário, Dilma foi vaiada em diversas cidades, enquanto pedia união e paciência.

As manifestações “deixam evidente o forte nível de desaprovação pelo qual a atual gestão vem passando”, escreveu em nota a clientes o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva Filho, segundo a Reuters.

Ele lembrou ainda a divulgação da lista de investigação de dezenas de parlamentaresdevido ao caso de corrupção da Petrobras, “potencializando ainda mais a falta de credibilidade de nossas lideranças”.

As medidas de reequilíbrio das contas públicas vinham servindo como um alento para investidores em meio à perspectiva de contração econômica e inflação de mais de 7% neste ano.

Nas últimas semanas, contudo, as dificuldades que o governo tem enfrentado para implementar essas ações mudaram o cenário, levando investidores a evitar ativos brasileiros e impulsionando o dólar aos maiores níveis em mais de dez anos.

Economia Ministros do Tribunal Superior Eleitoral discutem conceder mais prazo para as defesas da ação Dilma-Temer se manifestarem no processo. Se eles acatarem as chamadas preliminares dos advogados, o julgamento- que começará na semana que vem- pode ser suspenso. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deve marcar o julgamento para o começo da semana que vem. Antes do ministro Herman Benjamin entrar no mérito do seu voto (cassa ou não), ele começa pelas preliminares. As preliminares são contestações e circunstâncias levantadas pelas partes do processo. A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu, antes das alegações finais, que o relator concedesse mais prazo para que eles pudessem analisar documentos sobre a Lava Jato que haviam sido anexados ao processo. Eles queriam cinco dias, mas Benjamin concedeu 48 horas. Segundo ministros ouvidos pelo blog, a corte pode decidir durante o julgamento na semana que vem conceder os cinco dias às defesas. São cinco dias corridos. Se isso ocorrer, o julgamento que deve começar na semana que vem será suspenso e os advogados são intimados. Depois dos cinco dias, as defesas apresentam novas alegações finais e o julgamento já pode ser pautado novamente. O julgamento poderia ser pautado novamente na semana da Páscoa. Na quarta-feira, porém, o feriado no Judiciário começa na quarta-feira. Além disso, o ministro Gilmar Mendes estará no exterior. Neste cenário, o ministro Henrique Neves não participa do julgamento. O mandato de Neves acaba dia 16 de abril. Na semana seguinte à da Páscoa, o ministro Gilmar Mendes participará de um evento no exterior, que começa dia 18 de abril em Portugal. Depois, ele acompanha no domingo dia 23 de abril eleições presidenciais na França. Sua previsão de volta é a última semana de abril. Nas contas de integrantes da corte, o julgamento só deve ter nova data a partir da última semana de abril.